A DUREZA ERA MOLE

dureza

A DUREZA ERA MOLE
Era no balanço da peneira
Que se malhava no frio.
É com equilíbrio da cabeça
Que levava a roupa pro rio.
Era no giro do moinho
Que saía o café.
E nas madrugadas ainda
Que se via de pé.
Era do balanço das folhas
Que caía as mamonas
Era no ritmo das pedras
Que se catava o sabão.
Era com os gravetos
Que acendia o fogão
No mesmo fogão
também saía o pão.
Era na dureza das coisas
Mais beleza que se via.
Era na simplicidade
Que dureza era alegria.
ELZI SENRA

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